A doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD), é uma das doenças hepáticas mais comuns em indivíduos com sobrepeso ou obesidade.
É definida como a presença de esteatose
EM MAIS DE 5% dos hepatócitos NA AUSÊNCIA de consumo excessivo de álcool, ou outras doenças crônicas do fígado. Atualmente, é a causa mais comum de doença hepática crônica EM TODO O MUNDO. Pode se manifestar como esteatose simples, esteato-hepatite não alcoólica, cirrose e carcinoma hepatocelular.
Os fatores de risco mais importantes são: obesidade central, resistência à insulina, diabetes tipo 2 e dislipidemia. Como é uma patologia INDOLOR, e sem muitos achados característicos APENAS da esteatose, precisa ser investigada, principalmente nas pessoas com essas alterações.
✅ A USG ABDOMINAL é o PRINCIPAL método de triagem (a ressonância magnética tem maior sensibilidade – porém maior custo).
💡Tratamento
✅ Medidas não farmacológicas: Mudanças no estilo de vida faladas no vídeo e PERDA DE PESO!
👍🏻Estão associadas a melhorias na inflamação hepática, nos testes de função hepática, nos marcadores de resistência à insulina, nos parâmetros histológicos e na qualidade de vida.
✅ Medicamentos que devem ser considerados:
- Pacientes com esteato-hepatite comprovada, com ou sem fibrose: Liraglutida e Semaglutida.
- Sobrepeso/obesidade e MASLD com esteato-hepatite comprovada, com ou sem fibrose: Pioglitazona.
- Sobrepeso/obesidade DM2: Inibidores da SGLT2.
- Sobrepeso/obesidade e MASLD com esteato-hepatite comprovada, e SEM diagnóstico de Diabetes Mellitus: Vitamina E 800UI/dia.
- A cirurgia bariátrica deve ser considerada para a redução de esteatose, esteato-hepatite e fibrose em indivíduos com obesidade Classe 2 ou 3.
🛑O tratamento da esteatose deve ser encarado como uma guerra e como tal, deve-se lutar com TODAS as armas que temos! Assim, adianta muito pouco investir em medicamentos e manter os hábitos de vida ruins, assim como sem tratar o sobrepeso/obesidade!

